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Secretário-geral da ADPESP fala sobre as principais reivindicações trabalhistas da Polícia Civil

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Publicado em: 13 de Set de 2022

Em matéria publicada nesta terça-feira, 13, no portal UOL Notícias, o secretário-geral da ADPESP, Dario Nassif, detalha as principais reivindicações trabalhistas dos policiais civis. A reportagem destaca que “no amplo leque de pautas da segurança pública, a reestruturação das carreiras dos policiais é uma das mais urgentes — e polêmicas.”

De acordo com o texto, “o debate vem ganhando ainda mais força desde a chegada de Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto. Inegavelmente, o presidente ainda tem neste público uma de suas principais bases políticas, apesar de seu governo ter frustrado as expectativas das diferentes categorias.”

Para o diretor da ADPESP, “o governo atual fez uma reforma da Previdência que deixou principalmente a Polícia Civil e a Polícia Federal (PF) em uma situação de piora nas condições”, o que não era esperado pela categoria.

‘Despolitização’ e carreira jurídica: demandas dos delegados da Polícia Civil

“Há questões corporativas, tanto da PM quanto da Polícia Civil, que emperram aquilo que a gente entende que deve ser efetivamente discutido: a reformulação do sistema de segurança pública”, reconhece Dario Nassif, secretário-geral da Adpesp (Associação de Delegados de Polícia do Estado de São Paulo).

Dentre os principais problemas do atual sistema, ele destaca o “papel de controle político altamente prejudicial” exercido pelos governadores. Hoje, os dirigentes das PMs e das Polícias Civis são indicados pelos mandatários estaduais. “As escolhas são muito políticas e não são baseadas em critérios objetivos e de mérito”, diz Nassif, que defende a reformulação dessas nomeações a partir de listas organizadas pelas próprias corporações.

No caso específico dos delegados da Polícia Civil, uma das principais demandas da categoria é o reconhecimento da “carreira jurídica”. Isso quer dizer que eles almejam prerrogativas e benefícios semelhantes aos dos procuradores do Ministério Público. No entanto, o STF (Supremo Tribunal Federal) já derrubou as legislações estaduais que propunham essa mudança de status.

O diretor da Adpesp também reclama da falta de concursos públicos — atualmente, a entidade estima um déficit de 15 mil policiais civis, apenas em São Paulo. Segundo Nassif, a situação é especialmente preocupante no interior do Estado. O quadro reduzido de funcionários obriga delegados, investigadores e escrivães a acumular funções em delegacias de diversos municípios.

Nassif também se queixa dos salários pagos em São Paulo. Segundo um ranking elaborado pela própria Adpesp, dentre as 27 unidades federativas, o estado aparece na 24ª colocação para delegados e na 20ª posição para investigadores e escrivães. “Não é possível que o estado mais rico da federação não consiga pagar um salário digno”, critica.

Leia a íntegra da matéria publicada pelo portal UOL em 13 de setembro de 2022

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