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Seccold indicia vereador de Lorena por concussão e coação

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28 de fevereiro, 2019

A ADPESP informa que, segundo o Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (Seccold), da Seccional de Guaratinguetá – Deinter 1 -, o vereador de Lorena, Adevaldir Ramos, e seu filho, Fabricio Ramos, foram indiciados em novembro do ano passado por concussão e coação. A partir da posição do primeiro citado na Câmara de Vereadores da cidade do Vale do Paraíba, eles teriam exigido vantagem indevida e provocado constrangimento a terceiros para ato ilegal.

À Justiça foi solicitado o afastamento de Adevaldir do cargo. O pedido não foi deferido recentemente. Ainda assim, o presidente da ADPESP, Gustavo Mesquita, destaca que o combate à corrupção é uma das principais bandeiras da entidade e conclama todos os colegas seccionais e dirigentes gerais a adotarem esse modelo de unidade especializada – o Seccold – ou a intensificarem o combate à esta prática delituosa.

Segundo o Seccold, o inquérito concluiu que dois funcionários comissionados da Câmara de Lorena não estariam comparecendo ao trabalho. Alguns eram constrangidos a repassar parte de seus salários ao vereador que os nomeou.

Após diligências e oitivas de testemunhas e investigados, interceptação telefônica, ação controlada e exame pericial em mídia, com gravação clandestina realizada por um dos interlocutores, a Polícia Judiciária entendeu que o vereador se valia do cargo para ter vantagens ilícitas. O Tribunal de Contas do Estado apresentou dados que reforçaram o inquérito policial.

Dois assessores do vereador trabalhavam em comércios da família do vereador, com indícios de que repassavam parte do salário a ele. Em meio à investigação, os assessores foram exonerados.

Uma ex-assessora do vereador teria sido obrigada por ele a repassar metade do salário para terceira pessoa, a qual exercia função de assessora do vereador. O filho do vereador teria ameaçado a ex-assessora caso ela não repassasse o valor. Os investigados teriam intimidado testemunhas.

O Ministério Público ofertou denúncia ao Juízo Criminal de Lorena. O delegado e diretor de Relações Institucionais suplente da ADPESP, Francisco Sannini, está à disposição da imprensa para esclarecimentos

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