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Saiba o que fazer para proteger seus dados pessoais se tiver o celular furtado ou roubado em SP

Publicado em: 13 de Jul de 2018

Se você teve o celular furtado ou roubado em São Paulo, saiba o que fazer para que os ladrões não acessem seus dados pessoais, como senhas de contas bancárias. Além de registrar boletim de ocorrência para bloquear o aparelho, é preciso ter outros cuidados.

A criptografia é um sistema gratuito que o próprio sistema operacional dos celulares mais modernos oferece para proteger dados pessoais do dono do aparelho. O sistema evita que criminosos leiam informações após roubar telefones.

Outro cuidado é com o cartão de memória do celular. Não adianta travar somente o aparelho e deixar os dados no cartão de memória, porque o criminoso pode acessá-los. O ideal é armazenar esses dados em ‘nuvem’. Isso faz com o que o usuário possa assessar os dados mesmo depois que tenha o celular levado.

Também é preciso tomar cuidado com mensagens SMS que chegam informando que o celular foi encontrado e pedem a senha. Não forneça senhas para desconhecidos.

Veja no vídeo acima imagem feita por um telespectador que mostra a ação de um ladrão de celular na ligação das Avenidas Doutor Arnaldo e Paulista. No meio do trânsito, um homem anda entre os carros, se aproxima de um, pega algo e sai correndo. Quem filmou, e não quer se identificar, afirmou que o bandido levou um celular.

Prejuízo de R$ 3 mil

O gerente de tecnologia Leandro Barros também foi roubado na região da Avenida Paulista. Só que o celular estava na mão dele.

Além do prejuízo de R$ 3 mil reais, que era o valor do aparelho, os bandidos tentaram roubar dados pessoais dele. “Houve tentativa de acesso a rede social”, disse Leandro.

Fernando Mercês, especialista em segurança digital, fez uma pesquisa que mostra que há quadrilhas que conseguem invadir e tirar dados de smartphones roubados.

Para ele, alguns cuidados básicos como colocar senhas e códigos longos para desbloquear os aparelhos já dificultam o acesso dos bandidos. “Alguns aparelhos contam com identificação digital, que é importante”, disse ele. “Também é importante anotar o IMEI [International Mobile Equipment Identity, na sigla em inglês], espécie de RG do aparelho,”.

Se houve agressão física, vá até uma delegacia para dar queixa do caso. Caso tenha o número do IMEI informe no boletim. Ele não é necessário nos distritos policiais, mas ajuda a polícia a pedir o bloqueio do telefone.

A polícia orienta as vítimas a registrar o boletim de ocorrência do roubo do celular e ficar atentas nas redes sociais e em contas bancárias.

Se a vítima suspeitar de algo, pode procurar novamente a polícia porque o delegado tem condições de acionar o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que tem um setor específico para crimes cibernéticos.

Se não houve agressão, não é preciso ir até uma delegacia. Existe a possibilidade de fazer o boletim de ocorrência eletrônico pelo site http://www.ssp.sp.gov.br/nbo. Nesse caso, porém, será necessário informar o número do IMEI.

Fonte: G1