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Presidente da ADPESP defende atuação de delegados de Rio Preto, em ação movida por ONG da PM

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15 de maio, 2020

Um inquérito aberto pela Polícia Civil de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, para investigar a morte de uma pessoa após suposto confronto com policiais militares foi suspenso depois que a Defenda PM obteve uma liminar na Justiça. O pedido de liminar foi movido contra os delegados Alexandre Del Nero Arid e Silas José dos Santos.

A investigação paralisada tratava de suposto abuso de autoridade e fraude processual cometidos por um tenente após ele se recusar a entregar as armas utilizadas por outros PMs em uma suposta troca de tiros ocorrida no dia 17/3. Na ação, um dos homens, de 21 anos, foi morto pela polícia com três tiros. A arma que teria sido utilizada pelos suspeitos também não foi entregue na delegacia.

O presidente da ADPESP defende a atuação da Polícia Civil no caso e demonstra espanto com a decisão da juíza, que, para ele, pode estimular a impunidade. “Os delegados atuaram de acordo com as normas constitucionais e processuais penais e de acordo com a resolução 40 da Secretaria de Segurança Pública, que afirma que cabe ao delegado apreender todos os objetos relacionados ao fato. Diante da troca de tiro as armas deveriam ser apreendidas”, pontua.

“A investigação não tem somente um fator acusatório, ao contrário, ela também pode comprovar a inocência. Causa-nos espanto o silêncio da SSP, já que o secretário deveria se pronunciar para que sua própria resolução fosse cumprida. Estamos estudando e vamos adotar as medidas judiciais cabíveis contra a decisão”, afirmou Gustavo Mesquita.

Mesquita também respondeu à publicação do Defenda PM e afirmou que o delegado de polícia “não age de maneira corporativista”. “Não temos a exclusividade da investigação porque queremos, por vaidade, o delegado assim age porque é um aplicador da lei”, declarou.

Leia a íntegra da matéria veiculada pela Ponte Jornalismo: https://bit.ly/2WxSssI

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