Criada em 11 de novembro de 1949, sob o fundamento de defender os interesses da classe, a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo tornou-se um verdadeiro órgão de consulta e organização da carreira de delegado de polícia, dedicando-se fielmente aos princípios que presidiram sua criação e nortearam sua atuação ao longo dos 69 anos de atividade sempre pautadas no lema: ação, lealdade e união.

A fundação da entidade, idealizada pelo delegado de polícia Antônio Ribeiro de Andrade juntamente com o também delegado Gilberto Silva de Andrade, deu voz e articulou os interesses e pretensões da classe, até então pouco organizada devido aos anos de repressão e censura aplicado pelo Estado Novo. Somente a partir de 1946, com o reestabelecimento da Democracia e a restauração dos direitos individuais, se tornou viável a criação de uma entidade de classe efetivamente combativa.

A carreira de delegado de polícia foi instituída em 23 de dezembro de 1905, quando o então presidente do estado de São Paulo, Jorge Tibiriçá, propiciou o surgimento de uma polícia profissional, a partir da reestruturação da Polícia Civil e a criação de seis classes de delegados de polícia e alguns distritos policiais. Após quatro décadas da organização da carreira, a criação da ADPESP foi determinante para a composição e a unicidade de uma classe ainda jovem, considerando que no início da década de 50 reunia, em seu quadro geral, 455 delegados de polícia na ativa e 129 aposentados no estado de São Paulo. Sendo que destes números, 495 eram associados da ADPESP.

Durante os vinte primeiro anos de atividades, a ADPESP ocupou duas salas do 5º andar do edifício onde funcionava o Departamento de Investigação, hoje Palácio da Polícia Civil, localizado na Rua Brigadeiro Tobias, 527.

Em 11 de novembro de 1969, como parte das comemorações dos 20 anos de fundação, a ADPESP inaugura a sua sede própria, ocupando o 10º andar do prédio onde até hoje está instalada, localizado na Av. Ipiranga, 919. Nesta época, a entidade reunia pouco mais de 2 mil associados que passaram a usufruir das modernas instalações dividas em sala da diretoria, biblioteca, sala das esposas dos delegados de polícia, sala dos delegados de polícia aposentados, secretaria, auditório, salão de jogos, restaurante, bar e barbearia.

A década de 80 foi marcada pela forte atuação política da ADPESP em Brasília, a fim de garantir as prerrogativas da carreira durante a elaboração da Nova Constituinte, esforço que resultou na consagração das expressões “delegado de polícia de carreira”, “polícia judiciária” e “inquérito policial” aplicados no art. 144, §4º, art. 129, VIII, e art. 129, VIII. Outra importante conquista está relacionada às carreiras disciplinadas no art. 135 da Constituição, que versa sobre a isonomia de vencimentos com as demais carreiras jurídicas.

Além da defesa dos direitos e prerrogativas do delegado de polícia, a ADPESP também ao longo de sua existência dedicou-se por garantir a qualidade vida e o bem estar do associado e seus familiares. Neste sentido, o desenvolvimento da Associação também priorizou a ampliação do patrimônio social direcionado ao descanso e lazer dos associados, com a construção das colônias de férias em Ubatuba, Sales e Peruíbe e das subsedes de Araçatuba, Marilia, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Bauru e Presidente Prudente.

Não foi sem grandes lutas e dissabores, sem esforços ingentes e constantes, que se chegou ao termo feliz desta jornada. Hoje, a ADPESP, uma das maiores entidades representativas de classe da América Latina, reúne um patrimônio social com mais de três mil associados. Durante os quase 70 anos de sua existência, árduo foi o trabalho para converter em realidade as aspirações e anseios da classe, mas nem pelas mais elevadas barreiras superadas a esperança foi diminuída afim de elevar a carreira de delegado de polícia.