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Confronto entre policiais civis e militares leva a reflexões

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16 de outubro, 2018

Há dez anos, policiais civis e policiais militares entraram em confronto sangrento nas imediações do Palácio dos Bandeirantes, na Zona Sul de São Paulo. Gás lacrimogênio, balas de borracha e muito corre corre fizeram 35 feridos em 16/10/2008, segundo veículos de comunicação da época, inclusive internacionais.

Na ocasião, os policiais civis estavam em greve por reconhecimento profissional das classes. Uma iniciativa em face à falta de diálogo com o secretário de Segurança Pública. Já os policiais militares cumpriam ordens para conter o acesso de líderes da manifestação ao governador José Serra (PSDB).

Foram 59 dias do primeiro ato público do movimento até o fim da greve, que culminou meses depois com reposições salariais, plano de carreira e melhores condições de trabalho em geral – aquéns do reivindicado -, mediante ações dos poderes Executivo e Legislativo.

Dada a repercussão, aventou-se a nacionalização do movimento. Houve interferência do Superior Tribunal Federal, solicitando a interferência do Ministério Público Estadual. E o secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, deixou o comando da pasta 4 meses depois do fim da greve.

Todo o resultado foi comemorado pelo movimento. Mas isso não é o bastante para quem trata dia a dia com inteligência no combate à criminalidade, em meio à falta de autonomia e investimento para a ampliação do trabalho investigativo.

Atualmente, São Paulo sofre com o sucateamento de equipamentos, o déficit de 13 mil policiais civis, delegados com o pior salário do Brasil e o desprestígio perante a administração pública estadual, em especial por conta da série de gestões do PSDB.

Confira hoje, no site e redes sociais da ADPESP, o anúncio que fizemos sobre o tema no “Jornal Metrô News”.
Nos próximos dias, veja também um infográfico, fotos quentes do movimento grevista e do confronto, além de um documentário com depoimentos de policiais civis.

É a ADPESP cumprindo a missão de defesa dos interesses da categoria em benefício à sociedade paulista e brasileira. É tempo de reflexões. Vamos juntos construir a história.

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