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Covid-19: ADPESP solicita plano de contingência para a Polícia Civil

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8 de abril, 2020

A ADPESP solicitou à Delegacia Geral da Polícia Civil um plano de contingência para os policiais civis paulistas, diante do agravamento da crise causada pelo Covid-19. O estado de São Paulo lidera o número de infectados e óbitos pelo novo coronavírus, sendo 5.682 e 371 registros, respectivamente. Entre as vítimas fatais, 211 são homens e 160 mulheres; e 313 tinham idade igual ou superior 60 anos.

A Associação entender ser urgente a criação do plano de contingência, uma vez que os policiais continuam exercendo suas atividades normalmente, dada a natureza do trabalho, e expostos à contaminação pelo Covid-19. Ressalta-se que diante de um eventual avanço da doença entre os policiais civis, a segurança pública poderá entrar em colapso.

“Reconhecemos a dificuldade em lidar com um problema dessa magnitude, bem como os esforços da Delegacia Geral em propiciar condições adequadas aos policiais civis. Nosso objetivo é levar ao conhecimento da cúpula da segurança as demandas que diuturnamente nos chegam, por meios de nossos canais de apoio, e contribuir com propostas para que juntos conseguíamos vencer essa crise” esclarece Gustavo Mesquita Galvão Bueno, presidente da ADPESP.

Vale ressaltar que a Polícia Civil do estado de São Paulo lida com o descaso dos governos há 20 anos. “Não há mais possibilidade de fechar os olhos ou adiar o enfrentamento das consequências disso. A Polícia Civil precisa, urgentemente, de infraestrutura e equipamentos para proteger seus policiais e continuar realizando, com dignidade, o trabalho de excelência que desempenha”, defende Mesquita.

Para além da estruturação do plano de contingência, a ADPESP também solicita que o governo adote medidas mais drásticas em relação aos atendimentos realizados em Delegacias em todo o estado.

No ofício protocolado nesta quarta-feira, 8, a ADPESP defende a restrição do atendimento ao público ao mínimo possível, permitindo registro presencial apenas de crimes graves e flagrantes. Os demais, já registráveis pela Delegacia Eletrônica, não devem ser, em nenhuma hipótese, elaborados em Delegacias. “Dessa forma, garantiríamos a proteção dos policiais e dos cidadãos, já que o ambiente das unidades policiais pode ser um vetor de contaminação”, analisa Mesquita.

Veja a íntegra do ofício

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