Contagem regressiva para que os policiais civis do estado de São Paulo sejam

os mais bem pagos do Brasil, com exceção do Distrito Federal, até o fim da gestão Doria

Durante a campanha eleitoral, e após assumir o mandato, o governador João Doria se comprometeu a colocar os policiais civis do estado de São Paulo entre os mais bem pagos do país, com exceção do Distrito Federal, até o final de seu governo.

Em setembro de 2019, ele respondeu ao questionamento feito pela ADPESP, reconhecendo não ser compatível que a Polícia Civil paulista tenha salários tão baixos. Veja abaixo:

Entretanto, em 30 de outubro de 2019, o governador Doria fez o primeiro anúncio de reajuste, concedendo aumento de apenas 5% para as forças de segurança pública estaduais, como a Polícia Civil, Polícia Militar, Bombeiros e Agentes do Sistema Prisional.

O governador se comprometeu a fazer quatro anúncios de reposicionamento salarial, ao longo dos quatro anos de mandato e, desta forma, cumprir com o compromisso firmado de colocar os policiais civis paulistas entre os mais bem pagos do país, com exceção do Distrito Federal.

Mas um reajuste pífio, como o de 5%, aponta em direção oposta à palavra firmada pelo governador João Doria.

A ADPESP está em contagem regressiva para ver cumprida a promessa de recomposição salarial. A Associação se coloca à disposição do governo para apresentar propostas e estudos que auxiliem na reestruturação da Polícia Civil do estado de São Paulo.

Nesse sentido, a Associação elaborou uma proposta de Projeto de Lei Complementar, que dispõe sobre a reclassificação dos vencimentos da carreira jurídica de Delegado de Polícia, a partir da fixação do modelo remuneratório de subsídio, aliada à restruturação dos respectivos cargos e classes, com vistas a implementar eficiente plano de desenvolvimento funcional. O documento foi entregue ao governador e ao secretário de Segurança Pública.

Histórico

O descaso com a Polícia Civil paulista não é nenhuma novidade. Historicamente, os governos não investem no aparelhamento, infraestrutura ou valorização dos policiais. São mais de 20 anos de abandono, que resultam em um grave sucateamento.

O alerta sobre tal cenário vem sendo dado pela ADPESP incessantemente. Ainda durante a campanha eleitoral em 2018, a Associação recebeu os principais candidatos ao posto mais elevado do estado – João Doria, Márcio França e Paulo Skaf – e apresentou a realidade da Polícia Civil.

Desde o início da gestão Doria, a ADPESP segue buscando diálogo com o governo, ofertando dados, estudos e propostas que contribuam para o fortalecimento da Polícia Civil paulista. A diretoria da Associação entende ser urgente e necessária a criação de um planejamento estratégico para a segurança pública, que traga investimentos estruturais, recomposição salarial e minimize o déficit de policiais civis, que hoje ultrapassa 14 mil profissionais em todo o estado.

No início de setembro, a diretoria da ADPESP apresentou um ofício ao governador, no qual expõe uma proposta estruturada de aumento salarial para a Polícia Civil. No sentido de contribuir com o compromisso assumido por João Doria – de colocar a Polícia Civil paulista entre as mais bem pagas do país – foi proposto um plano escalonado de reajuste, ofertando o modelo remuneratório de subsídio.

Além da proposta, o documento traz ainda um pedido para que a recomposição salarial contemple todos os policiais civis indistintamente. Não é justo, e nem sequer razoável, deixar de fora do reajuste aqueles que dedicaram toda uma vida em prol da Polícia Civil e da sociedade.

Ações, propostas e estudos

Confira abaixo as iniciativas realizadas pela ADPESP em defesa da recomposição salarial da Polícia Civil:

Proposta de recomposição salarial

Estudo ajuda de custo – Auxílio Alimentação

Veja a íntegra do Ofício entregue ao governador em conjunto com a proposta de recomposição salarial