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ADPESP repudia ataques feitos a Delegado pelo programa Cidade Alerta

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13 de dezembro, 2019

A ADPESP, maior entidade representativa de Delegados de Polícia em todo o Brasil, com mais de três mil associados e 70 anos de história, vem a público repudiar veementemente o tratamento dispensado ao Delegado Renne Müller Cruz, durante cobertura jornalística do programa Cidade Alerta, na Rede Record São Paulo.

Na tarde de quinta-feira, 12, a precitada autoridade, junto com seus agentes, realizava uma investigação referente a descoberta de ossadas durante as escavações de um terreno em obras, no bairro Ibirapuera, quando foi abordado pela equipe do referido programa, solicitando entrevista e esclarecimentos acerca do caso.

De maneira cordial e objetivando preservar as atividades de investigação, o Delegado orientou os profissionais a contatarem a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública, solicitando ainda que que não fossem gravadas sua imagem e voz, respeitando o direito de imagem – assegurado pela Constituição e, também, pelo Código Civil. Alertamos ainda tratar-se de uma irresponsabilidade a exposição da imagem de um agente de segurança pública, sem sua prévia avaliação e autorização, dada a natureza e riscos de seu trabalho.

Contínuo a realizar seu mister, no sítio dos fatos, notou que era filmado pela equipe do programa Cidade Alerta, ainda que, momentos antes, tenha solicitado o contrário. Em seguida, mantendo a urbanidade, solicitou então a identificação dos profissionais, sem, contudo, tratá-los de forma desrespeitosa ou tentar cercear o trabalho realizado, como adiante fora acusado.

O que se seguiu no decorrer do programa Cidade Alerta foi um verdadeiro massacre da imagem do Delegado, profissional com 12 anos de funcionalismo público sem nenhum tipo de mácula em seus registros. Contra ele, foram proferidas ofensas como “despreparado, descontrolado, arrogante e arbitrário, insultando-o, ainda, de “cara pálida”. Tal fato tornou-se pauta predominante no programa, em busca de elevar a audiência.

Tais ofensas, dirigidas a uma autoridade pública, mostram a inversão de valores a que estamos submetidos atualmente. Além de ofenderem a honra do Delegado de Polícia, atingem também sua família e a todos nós, defensores do Direito e da sociedade.

Para além dos riscos, responsabilidades e dificuldades inerentes à profissão, nós, Delegados de Polícia, lidamos diariamente com escalas exaustivas, estrutura e remuneração precárias. Entretanto, plantões de enfrentamento à criminalidade organizada, muitas vezes com atribuições acumuladas em diversas circunscrições e municípios, são rotinas que executamos com dedicação extrema.

Temos profundo respeito pela imprensa e jornalistas que atuam com seriedade, responsabilidade e cidadania, resguardando o estabelecido no Código de Ética da profissão. Mas não admitiremos ofensas aos profissionais de segurança pública, lutando em favor deles com o mesmo vigor com que defendemos a sociedade.

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